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Nesse momento estamos estudando o livro de apocalipse capítulo por capítulo, cada estudo sendo publicado uma vez por semana nas segundas-feiras!





segunda-feira, 24 de maio de 2010

ESTUDO 8

4.6 Capítulo 6

6:1-2 Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Então ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovão: “Venha!” Olhei, e diante de mim estava um cavalo branco. Seu cavaleiro empunhava um arco, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava como vencedor determinado a vencer.


Então Jesus abriu o primeiro selo, então um dos querubins virou para João e mandou ele vê, quando João olhou, viu um cavalheiro no cavalo branco determinado a vencer, e existe pelo menos quatro interpretações do cavaleiro e do cavalo branco, talvez esses versículos sejam os mais difíceis de se interpretado em todo o apocalipse, existe a idéia que esse cavalo branco e seu cavaleiro simboliza o Anticristo, um ditador universal que implantará uma falsa paz; “Esse primeiro cavaleiro, provavelmente, será o Anticristo, um simulador de Jesus, com qualidades negativas” 1. Outros pensam que esse cavaleiro do cavalo branco representa a vitória do evangelho, a pregação da palavra de Deus. “Aqui se revela a pureza e o poder da conquista do evangelho diante do paganismo no inicio da Igreja cristã”2. Tem uma terceira tese que este cavaleiro do cavalo branco simboliza os Impérios da terra, o desejo do homem de conquistar, de reinar, de subjulgar. Até aquele momento na história da humanidade muitos impérios, reinos haviam se levantado, a cada império que caia se levantava outro império no lugar, e sempre com homens determinados a vencer.” A cor branca do cavalo representa a vitória. Cavalos brancos sempre eram montados pelos conquistadores em suas marchas triunfais 3.”
E por último a tese que diz o cavaleiro e o cavalo branco simboliza o próprio Senhor Jesus Cristo, pois a expressões branco, coroa, vencedor e determinado a vencer, usadas no texto só podem se referir ao Próprio Jesus Cristo e "essa mensagem de vitória é a mensagem central do apocalipse"4. Além de destacarmos que na capítulo dezenove novamente aparece a figura de um cavaleiro no cavalo branco e lá com toda a certeza se refere a Jesus, não faz sentido interpretarmos um mesmo símbolo de uma forma diferente.

Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: “Venha!” Então saiu outro cavalo; e este era vermelho. Seu cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada. (Ap. 6.3-4)


O cavalo vermelho, significa a guerra, depois que Jesus abre o segundo selo, João vê a Guerra, a perseguição ao cristianismo, instrumentos no qual se tira a paz no mundo, a guerra é o momento que os homens matam uns aos outros, e essa interpretação segue uma lógica, já que na abertura do primeiro selo nos mostra Jesus Cristo e aonde Jesus chega em seguida vem a perseguição e a guerra. Esse um fato histórico que não podemos contestar.
E a esse cavaleiro foi dada o poder de tirar a paz da terra, e não há paz na terra porque não há obediência a Jesus que é o príncipe da Paz.

Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: “Venha!” Olhei, e diante de mim estava um cavalo preto. Seu cavaleiro tinha na mão uma balança. Então ouvi o que parecia uma voz entre os quatro seres viventes, dizendo: “Um quilo de trigo por um denário , e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho!” (Ap. 6:5-6)


O terceiro selo do livro da história foi aberto por Cristo, nele João viu a fome, isso se torna automático, à medida que o homem luta uns com os outros, mata uns aos outros, isso produz a fome, a pobreza, a miséria. O cavaleiro do cavalo preto denota fome. A balança em suas mãos sugere escassez de alimento, um denário era o salário de um dia de um operário, uma medida de trigo seria o suficiente para a comida diária do homem, porém não para a família.
Era importante para a Igreja da época, entender que a fome que eles estavam enfrentando era produto da perseguição e a perseguição era conseqüência a fidelidade à Jesus Cristo.
Porque a fome não atingia a todos, veja, o final do versículo seis diz: não danifique o azeite e o vinho. Isso simboliza que os ricos e poderosos não passam fome, eles conseguem conservar os seus artigos de luxo.


Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: “Venha!” Olhei, e diante de mim estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. (Ap. 6.7-8)


O Cavalo amarelo e seu cavaleiro representam a morte e o inferno que tem poder para matar um quarto da terra pela espada, fome, por pragas e por meio de animais selvagens, isso quer dizer, que o poder e à autoridade foi outorgada por Deus. A morte e o inferno não tem poder, não tem autoridade em si mesmo, ela foi dada por Deus, e esse poder é limitado e isso está simbolizado quando ele diz que tem poder sobre um quarto da terra.

E então a morte trabalha conforme a permissão de Deus, nada foge do controle de suas mãos.
A história nos apresenta que a humanidade vem sendo assolada por guerras, fomes, pestes, doenças intermináveis que são formas que a morte tem para cumprir com o seu propósito.

Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram. (Ap.6.9)


Quando Jesus abre o quinto selo, a visão muda, sai à imagem da terra e entrada à imagem do céu, até o quarto selo João vê as ações dos cavaleiros e agora ele passa a visualizar os efeitos no céu. Então ele vê a alma dos mártires que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus. E aqui nós percebemos que os que morrem com Cristo estão no céu, e eles não esta por ai, eles não estão dormindo, eles não estão inconscientes, eles estão no céu. E isso é tremendo, porque a morte não pode nos separar de Deus, morrer aqui com Cristo é acordar no céu com Deus, foi isso que Jesus disse para o ladrão que fora crucificado com Ele, “hoje mesmo tu estarás comigo no paraíso” (Lc 23.42-43).


Eles clamavam em alta voz: “Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue?”Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles. (Ap. 6.10-11)


E eles clamavam a Deus, questionando ao Senhor quando Deus estabeleceria juízo contras os ímpios, não era um pedido de vingança pessoal, mas sim a justiça de Deus sobre a injustiça dos homens.

E a pergunta que os mártires fazem “é até quando”, eles não questionam o porquê, mas buscam saber até quando Deus vai permitir com os ímpios prosperem, e os justos sejam torturados. Então eles receberam vestes brancas que simboliza a pureza dessas almas.
Deus então responde que o dia do Juízo acontecerá depois que todos os irmãos que tem que ser mortos em nome de Cristo sejam completados, descansem, esperem um pouco mais, que Eu sei o tempo certo, tudo esta no meu controle, isso tem um limite e quando chegar no limite, Deus dará um basta.
E certamente o número dos mártires ainda não foi completado, muitos cristãos ainda estão sendo martirizados nos nossos dias, e muitos ainda serão. Só Deus sabe o dia que isso terá o fim, mas louvado seja Deus, porque a história não está no acaso, mas está nas mãos do nosso Deus, que é soberano e tem o controle de tudo.


Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande terremoto. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue, e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte. O céu foi se recolhendo como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares. Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos todos, escravos e livres, esconderam-se em cavernas e entre as rochas das montanhas. Eles gritavam às montanhas e às rochas: “Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?” (Ap. 6.12-17)


Quando Jesus abri o sexto selo, João viu o Juízo de Deus, o dia da ira do Senhor, e o pavor da terra diante dos adventos cataclísmicos aqui descritos, o tempo da Igreja e da graça está encerrado e os homens que não estiverem selados por Deus sofrerão o Juízo.

Aqui é um menção do juízo final, esses distúrbios celestes foi apresentado pela primeira vez por Joel (Jl.2.28-32a) e fora reiterados por Isaías, também, em relação ao “dia do Senhor” (Is. 13.6-10, 24.21-23). Jesus também deu muita ênfase a esses acontecimentos para o dia final (Mt. 24.29-30)5 .

Essa visão quer nos dizer que tudo será abalado no Juízo de Deus, nada resistirá a ira do Senhor, isso é um simbolismo para mostrar a força de Deus, a ira de Deus e o pavor dos homens diante do dia final. E todos os ímpios serão assolados, não dianta fugir, não tem como correr, porque o juízo será universal, nada poderá poupá-los, as oportunidades acabaram e não adianta ser rei, príncipe, general, rico, poderoso, escravo ou livre. Todos os ímpios serão atingidos pela ira de Deus, no dia do Juízo.

E quem poderá suportar? Essa pergunta será respondida no capítulo sete de apocalipse.

Então o capítulo seis ficou assim:

Observei quando Jesus abriu o primeiro dos sete selos. Então ouvi um dos querubins dizer com voz de trovão: “Venha!” Olhei, e diante de mim estava o Senhor Jesus, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava como vencedor determinado a vencer. Quando o Senhor abriu o segundo selo, ouvi o segundo querubim dizer: “Venha!” Então saiu a guerra, a perseguição e ela recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada. Quando Jesus abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro querubim dizendo: “Venha!” Olhei, e diante de mim estava a fome, a escassez de alimentos. Então ouvi o que parecia uma voz entre os querubins, dizendo: “Um quilo de trigo por um denário , e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho!” Quando Jesus abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto querubim dizer: “Venha!” Olhei, e diante de mim estava a Morte, e o Hades. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. Quando Jesus abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram. Eles clamavam em alta voz: “Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue?” Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos como eles. Observei quando Jesus abriu o sexto selo. E vi o dia do juízo do Senhor, quando a natureza foi abalada e então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos todos, escravos e livres, terão que se esconder de Deus que está assentado no trono e da ira de Jesus Cristo! Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?”


1 - SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse versículo por versículo, p.87.
2 - BULLON, Alejandro. O terceiro Milênio, e as profecias do Apocalipse, p. 39.
3 - SHEDD, Russell P. A Escatologia do Novo Testamento, p. 41.
4 - SUMMERS, Ray. Digno é o cordeiro, p. 180.
5 - MOODY. Comentário Bíblico. Volume 5, Romanos à Apocalipse, p.424.

Um comentário:

MR. disse...

Parabéns Pr. Marcio.

Eu nunca me interessei muito pelo livro do Apocalipse, como agora.

Vc explica tudo muito bem.

Estou adorando.

Neusa.